quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pushkar - Rasjastão - Índia (Oitavo dia)

Um dia parado e já senti falta das viagens, arrumar as malas e partir pra outro destino. Hoje tivemos um longo caminho, 270km, em seis horas, tudo isso para chegar a cidade de Pushkar, e participar da maior feira de gado do mundo.

Muita expectativa para chegar, escolhemos esse período para viajar exatamente para que estivéssemos aqui em um dos dez dias da “Pushkar Fair”. A cidade é pequenina e pacata, mas nesse período se transforma com a presença de aproximadamente 200 mil turistas, principalmente indianos. Muitas pessoas aguardam ansiosos pela festividade, eles vem também para se purificar nas águas sagradas. A cidade tem mais de 400 templos.
Multidão em direção a feira!
Para chegar a feira tivemos que ir a pé no meio da multidão, em ruas de areia, com inúmeros homens, mulheres e crianças deitadas pela chão, meio a sujeira, disputando pequenas quantidades de comida, servidas em jornal. Um retrato de miséria e sofrimento extremo! Melhor não pensar nas coisas que vi!

Na feira há um concurso de balões, chegamos exatamente no momento em que vários estavam sendo enchidos, com verdadeiras multidões observando. Eles enfeitaram o céu da cidade, deixando no chão as coisas tristes. Um espetáculo!

A festa parece um grande carnaval, uma grande feira! Muitas cores, multidão, rodas gigantes enormes, tendas e animais enfeitados. Uma loucura!
Os camelos estavam lindos, enfeitados para festa.
Eu não ia perder a oportunidade de passear de novo.
O Vanderci aproveitou a carona pra ir deitado na carrocinha do meu camelo!
Curtindo a festa!
Muitas loucuras para um só dia! Acredito que só vale a pena passar nessa cidade no período desse evento, pois não tem muito o que ver.

Onde ficar:
Obs.:  O Hotel é um palácio lindo e bem localizado, no alto de uma montanha. As refeições foram deliciosas, mas não é muito limpo, nem os quartos são maravilhosos, entretanto, nesta cidade é a melhor opção.

Nossas referencias bibliográficas usadas durante a viagem:
  • Guia Índia Chik- editora: Publifolha, 1a. edição, 2008, idioma: Português
  • Índia – autor Carriere, Jean-Claude, editora: Ediouro.
  • Guia Visual Folha de São Paulo - Índia

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Udaipur - Rajastão - Índia (Sétimo dia)

Primeiro dia na Índia sem viagens, ufa estava mesmo precisando de um dia tranquilo. Estamos na cidade de Udaipur, fundada em 1559, é conhecida como cidade de conto de fadas. A cidade é famosa por suas espetaculares construções em mármore, por ter ao seu redor muitas montanhas e três lagos.
O mais conhecido é o Lago Pichola, para quem não lembra, foi cenário do filme 007 Contra Octopussy (filme antigo). Dentro do lago há dois palácios, o mais famoso é Jag Niwas, antiga moradia de um marajá, atualmente um dos hotéis mais caros da cidade, aproximadamente 500 dólares a diária.
O outro palácio dentro do lago era do mesmo marajá (dono do Jag Niwas), esse é onde costumava levar suas mulheres para se divertir, Jagmandir Ghat.
A beira do Lago Pichola pegamos um barco para visitar os palácios.
Mulheres lavando roupa as margens do lago.
Depois de percorrer o Lago Pichola e suas belas construções, fomos ao City Palace, a construção mais imponente da cidade. Há inúmeros aposentos reais e pátios, com muitas passagens secretas, elaboradas para confundir possíveis invasores.
Ao percorrer as ruas de Udaipur comecei sentir falta das vacas no trânsito, aqui o número de animais soltos é bem menor. O costume na Índia é manter as vacas presas enquanto produzem leite, depois disso soltam na rua, porque elas são sagradas e não podem matá-las, assim elas ficam perambulando no meio do trânsito, mas nesta cidade o governo controla, cada um deve manter suas vacas presas ou afastadas da cidade.
Pra encerrar o passeio com chave de ouro fomos ao mercado popular, para vivenciar mais um pouco da “Índia Real”. Como sou muito curiosa sai tirando fotos de tudo e de todos, de repente duas mulheres sentadas no chão jogaram água com as mãos em mim, levei um susto, achei que elas estavam brabas comigo, mas depois começaram a acenar e sorrir, estavam apenas se divertindo. Coisas da Índia!
Jantamos em um lugar privilegiado, restaurante Ambrai, a beira do lago Pichola, tendo a vista, palácios e hotéis belíssimos. Estava tudo perfeito até a comida chegar e eu cozinhar minha boca com a “pimenta do mal”. O engraçado é dizer que está muito picante e o garçom sorridente dizer que não tem pimenta na comida. Só aqui pra acontecer essas coisas! Rsrs
Antes de vir pra cá li muitas informações mentirosas, u
ma delas é em relação a bebidas alcoólica, diziam que não havia na Índia,
mas tem de todos os tipos, em todo lugar.
Votar pra casa de Tuk-Tuk é muito mais divertido!

Curiosidades da Índia:
·         Nenhuma mulher indiana usa salto alto, mas estão sempre muito enfeitadas, alegres e bonitas.
·        No Brasil costumam usar a frase: Andar em fila indiana! (um atrás do outro), depois de circular pelas ruas da Índia, posso explicar o que isso realmente significa, aqui ou você anda atrás do outro ou você morre atropelado!
Onde ficar:
  • Hotel Hampratap Palace
    Obs.: Com certeza tem outro melhor na cidade. Fica ao lado de uma rua movimentada, com muito barulho.
Nossas referencias bibliográficas usadas durante a viagem:
  • Guia Índia Chik- editora: Publifolha, 1a. edição, 2008.
  • Índia – autor Carriere, Jean-Claude, editora: Ediouro.
  • Guia Visual Folha de São Paulo - Índia

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ranakpur - Rajastão - Índia (Sexto dia)

Mais um dia, mais cinco horas de viagem, 250 km, em direção a Udaipur.
Saindo da cidade de Jodhpur, paramos em uma fábrica de tecidos, onde quem costura são homens, quando questionei sobre a ausência de mulheres, um dele me disse que as mulheres apenas bordam, acredito que isso se aplica a todas as fábricas.
É muito divertido fazer compras aqui, principalmente de tecidos, a simples apreciação dos bordados e cores já é satisfatória. Se quiser comprar algo, pechinche muito, escolha tudo que gostar, e se o vendedor não vender pelo preço que você oferecer, faça de conta que vai embora sem levar nada, isso é infalível, você vai pagar barato e levar tudo que quiser.
No caminho paramos na cidade de Ranakpur, instalada em um isolado vale verdejante das montanhas Aravalli, onde há um complexo de templos do século 15. Um dos cinco lugares mais sagrados da fé jainista (para quem se interessar, vale a pena ler sobre esta religião).
Templo janinista
A mudança de paisagem foi tão drástica que temos a impressão de estar em outra Índia. Muitas montanhas, rios e floresta. Paramos um restaurante espanhol, Casa Manolo, foi o primeiro self-service que encontramos, comida simples, gostosa e sem pimenta.
Fim de noite tranquilo em Jaipur, apenas um passeio de Tuk-Tuk pra completar o dia.

Curiosidades da Índia:
·         Quem anda em cima ou pendurado nos veículos não precisa pagar, por isso, milhares andam assim.

·         Os homens podem ter muitas esposas, todas que puderem sustentar. (Nao sei o que fazer, o Vanderci quer mudar pra India de qualquer jeito! kkkk)
·         Para entrar nos templos temos que tirar os calcados, e por incrível que parece, quando voltamos estão sempre no mesmo lugar, e se esquecer algo, não há porque se preocupar, ficará  exatamente onde deixou, bem diferente do Brasil. 
Onde ficar:
Hotel Hampratap Palace
Obs.: Com certeza tem outro melhor na cidade.
Nossas referencias bibliográficas usadas durante a viagem:
  • Guia Índia Chik- editora: Publifolha, 1a. edição, 2008.
  • Índia – autor Carriere, Jean-Claude, editora: Ediouro.
  • Guia Visual Folha de São Paulo - Índia 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Jodhpur – Rajastão – Índia (Quinto dia)

Mais um dia de viagem, em direção a cidade de Jodhpur, mais 280km em seis horas. Ela foi fundada em 1459, por um chefe do clã Rathore, é a segunda maior cidade do Rajastão, também conhecida com outros dois nomes: “Cidade do Sol”, devido ao clima brilhante e ensolarado durante todo o ano, e “Cidade Azul”, por ter inúmeras construções em azul, onde moravam os sacerdotes brâmanes (casta superior).
Jodhpur - Cidade Azul
Sem folga, chegamos e fomos conhecer Jaswant Thada, um elegante memorial com pilares de mármore e treliças entalhadas, ele é o cenatório (crematório), onde o corpo do marajá Jaswant Singh II e de seus familiares foram cremados, assim como os governantes posteriores, depois disso, suas cinzas eram jogadas no rio Ganges. Jaswant Thada é lugar incrível entre montanhas de pedra.
Bem próximo ao crematório está o Mehrangarh Fort, talvez seja o forte mais majestoso do Rajastão, ele desponta em cima de uma rocha de 125m de altura.
Estamos visitando a Índia em sua melhor época, que vai de outubro a abril, pois nos outros meses a temperatura chega até 50 graus e também há o período das monções (ventos úmidos sazonais do sul da Ásia) que provoca chuvas intensas. Por ser época propicia ao turismo, encontramos todos os lugares com verdadeiras multidões. Em Mehrangart Fort os indianos se divertiram comigo tirando muitas fotos, eles ficam fascinados, me observam e me fotografam o tempo todo, chega ser cômico. Brincamos muito com eles, eu deixo tirar as fotos e o meu companheiro Vanderci pede para eles pagarem “coins” (moedinhas). Muitas risadas!
Confesso que tenho gostado do assedio!
Os sáris usados em Jodhpur são muito floridos, diferentes de todos que vi anteriormente,
que eram em geral de uma única cor.
Pra completar nosso passeio do dia fomos ao lugar mais caótico da cidade, um mercado no coração da cidade velha, disposto ao redor da Torre do Relógio (1912).
Quando penso que já vi de tudo, a Índia consegue me surpreender, caminhar por esse mercado é um verdadeiro despautério, fomos quase atropelados inúmeras vezes, ali circula todo tipo de veículo e animais que se possa imaginar, uma verdadeira multidão comprando tecidos, comidas, sapatos, bijuterias, especiarias e outros. Definições para esse lugar: inacreditável e inexplicável! Experiência única, vale a pena ver pra crer!
Fim de noite tranquilo, um bom lugar para um delicioso jantar, com um pouco de pimenta pra não esquecer que estamos na Índia, o país das especiarias. Recomendo: On The Rocks.
Onde ficar:
Obs.: Excelente, alem de lindo tem otimo atendimento!

Nossas referencias bibliográficas usadas durante a viagem:
  • Guia Índia Chik- editora: Publifolha, 1a. edição, 2008, idioma: Português
  • Índia – autor Carriere, Jean-Claude, editora: Ediouro.
  • Guia Visual Folha de São Paulo - Índia